sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Forma e conteúdo

De que servem as melhores ideias,  propostas e respostas, se não se consegue expressa-lás com clareza, harmonizando a fala e os gestos com o conteúdo do discurso? Se o público não entende, não acredita. A máxima chacriniana “quem não comunica se trumbica” continua em pleno vigor nesta  campanha eleitoral comandada pelo nosso comunicador-chefe como um Chacrinha dos palanques.

Se um grupo de estrangeiros, sem saber nada sobre o Brasil e nem entender  português, fosse contratado para assistir ao debate presidencial na Band, talvez pudesse dar novas contribuições aos marqueteiros.

Claro que eles não poderiam ter qualquer opinião sobre o conteúdo, mas serviriam para dar suas impressões, com a isenção do desconhecimento, sobre a forma que os candidatos expressaram seus estilos e  personalidades. As expressões faciais e corporais,  a postura, os gestos, o tom da voz, as reações a perguntas podem dizer muito sobre a percepção da pessoa física do candidato pelos eleitores.

A visão distanciada dos estrangeiros poderia dar um enfoque diferente nas pesquisas qualitativas que os marqueteiros adoram. Eles poderiam oferecer novos subsídios sobre a aparência dos candidatos aos olhos de absolutos estranhos. Afinal, em uma eleição, parecer é tão ou mais importante do que ser.

No debate, os estrangeiros perceberiam que aquele senhor careca e magrelo de terno escuro, com um ar meio cansado, se expressava de forma meio professoral, parecia um político experiente, acostumado à exposição pública, que mantinha uma gesticulação discreta e uma postura adequada ao ritmo de suas falas, mostrando aparente segurança e alguma monotonia.

Já a senhora rechonchuda e com um grande topete, maquiada com esmero, parecia furiosa e tomada por um espírito guerreiro, de dedo em riste, com olhos rútilos e lábios trêmulos. Na maior parte do tempo se mostrou assertiva e ríspida no tom de voz, numa postura ofensiva de combatente. Falava como um general, e em vários momentos, parecia estar com muita raiva. Os estrangeiros teriam muito medo dela, mesmo sem entender o que dizia. Só pela forma de dizer.

Nelson Motta

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Entendeu, ou quer que desenhe?

Para aqueles que não entendem o “porque” das redes sociais, irá compreender um pouco após essa matéria.

Este é um guia definitivo para entender como funcionam as redes sociais.

Antes de mais nada a imagem a seguir não é original. Achamos uma imagem muito boa naInternet e resolvemos completa-la e traduzi-la.

Trata-se de combinações com ícones simples e dá para se ter uma noção de como funcionam.

Infelizmente não achamos o blog ou site do autor quem souber coloque nos comentários.

Já publicamos diversas matérias e videos do que é uma rede social, quem seguir no Twitter?, o que é o Meme? e outras.


Agora, se com esta imagem abaixo você não entender é melhor desistir...

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Propaganda de vodka têm como estrela fundador do twitter

O que parecia nunca acontecer, aconteceu! Biz Stone, um dos fundadores da rede social de mais sucesso da internet, o Twitter, foi convidado para estrelar um campanha publicitária. Até aí tudo bem! Mas aposto que vocês estão pensando, que foi uma empresa de notebook, computador, algo relacionado a tecnologia, já que o cara tem a maior pinta de CDF. Aí que fica a surpresa.

O cara, apesar de toda a sua cara de CDF, foi convidado pela agência que atende a vodca Stolichnaya para fazer um comercial da bebida. No vídeo, ele aparece conversando com ele mesmo sobre a utilidade do Twitter enquanto enche a cara em uma festa cheia de gente bonita.

Confira o vídeo abaixo:

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Avaliação dos perfis de Serra e Dilma

Avaliando as redes sociais dos candidatos a presidência mais a fundo, podemos destacar quatro pontos primordiais para que eles façam uma boa campanha:
-Presença
-Utilização de ferramentas
-Frequência de utilização
-Grau de influência

De acordo com esses pontos fiz uma avaliação de cada um dos candidatos.

Gostaria de deixar bem claro, que independente do meu voto, fiz essa postagem analisando de maneira profissional, sem olhar campanha ou para o candidato da minha escolha.

José Serra
O candidato está no Twitter, Facebook, Orkut, Youtube, Vimeo, Flick.
No Twitter o perfil do candidato é atualizado constantemente, com tweets falando sobre a campanha sem agredir a oposição, com uma linguagem mais formal, e possui 531,904 seguidores. No orkut ele já está com um perfil lotado e com o segundo já com 806 seguidores, o perfil dele tem fotos e a agenda de compromissos dele. O Facebook tem 31.459 curtindo o perfil do candidato, que tem fotos, agenda de eventos e notas com as últimas atualizações da campanha. O Flickr tem álbuns de suas visitas aos estados brasileiros, deixando algumas fotos disponíveis para as pessoas baixarem para colocar em suas redes sociais e em seus desktops. Assim como o Vimeo o perfil do Youtube de Serra, tem vídeos da campanha, propagandas e mensagens de políticos que apoiam o candidato.
O site dele é bacana, tem um layout bonito, utilizando as cores do Brasil: azul, amarelo e verde e tem um ar leve , descontraído, com uma disposição diferente. No site tem fotos, vídeos, atualizações de twitter, aúdio, link dos perfis das redes sociais, além da proposta do candidato com uma fácil visibilidade. O que mais me chamou atenção foi a caricatura do Serra no final do site.

Dilma Roussef
O twitter de Dilma tem 276,235 seguidores, e também é atualizado com frequência, apesar de ser bem menos atualizado do que o do concorrente, além de ter linguagem mais informal. Dentro do orkut a candidata não tem um perfil, apenas uma comunidade com 24.757 membros. No Facebook ela tem 17.349 pessoas que curtiram o perfil dela, onde eles encontram fotos, agenda de eventos e mensagens, que aparentemente são mais agressivas ao candidato da oposição. O Flickr Dilma também colocou albúns de fotos de suas viagens separadas por estados.
Analisando o site, que utiliza o vermelho como cor principal, não encontrei sintonia no layout do site, pois é utilizado além do vermelho, que a cor do PT, as cores do Brasil, formando uma combinação de gosto duvidoso. Além disso o site parece mais um site de notícias, muita informação e poucas fotos ou artes. O site ficou pesado e muito sem graça, tema penas fotos, vídeos, aúdio e uma pequena janela dos tweets da candidata.

Fato é que não só eu, como vários publicitários notam a presença e a influência enorme do candidato Serra nas mídias sociais. Os layouts de suas redes sociais e de seu site, é muito mais intuitivo e mais divertido, assim como os textos que são postados lá.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Prova de redação da UFBA - Rir ou chorar?

Vejam só o que alguns dos vestibulandos foram capazes de escrever na prova de redação da Universidade Federal da Bahia, tendo como o tema:

'A TV forma, informa ou deforma'
A seleção foi feita pelo prof. José Roberto Mathias.

'A TV possui um grau elevadíssimo de informações que nos enriquece de uma maneira pobre, pois se tornamos uns viciados deste veículo de comunicação'. (Deus!)

'A TV no entanto é um consumo que devemos consumir para nossa formação, informação e deformação'. (Fantástica!)

'A TV se estiver ligada pode formar uma série de imagens, já desligada não...' (Ah bom, uma frase sobrenatural ) .

'A TV deforma não só os sofás por motivo da pessoa ficar bastante tempo intertida como também as vista' (sem comentários...)

'A televisão passa para as pessoas que a vida é um conto de fábulas e com isso fabrica muitas cabeças' (Como é que pode?).

'Sempre ou quase sempre a TV está mais perto denosco (?), fazendo com que o telespectador solte o seu lado obscuro' (esta é imbatível).

'A TV deforma a coluna, os músculos e o organismo em geral' (É praticamente uma tortura!)

'A televisão é um meio de comunicação, audição e porque não dizer de locomoção' (Tudo a ver)

'A TV é o oxigênio que forma nossas idéias' (Sem ela este indivíduo não pode viver).

'...por isso é que podemos dizer que esse meio de transporte é capaz de informar e deformar os homens' (Nunca tentei dirigir uma TV).

'A TV ezerce (uaiii !!! ) poder, levando informações diárias e porque não dizer
horárias' (Esse é humorista, além de tudo).

'E nós estamos nos diluindo a cada dia e não se pode dizer que a TV não tem nada a ver com isso' (Me explica isso?).

'A televisão leva fatos a trilhares de pessoas' (É muita gente isso?).

'A TV acomoda aos tele inspectadores' (Socorro!!!).

'A informação fornecida pela TV é pacífica de falhas' (Vixe!).

'A televisão pode ser definida como uma faca de trezgumes. Ela tanto pode formar, como informar, como deformar' (onde essa criatura arrumou esta faca???).

"Serra ou Dilma? A Escolha de Sofia."


Como vocês sabem, a escolha de Sofia é a história de uma mãe judia no campo de concentração nazista de Auschwitz, que é forçada por um soldado alemão a escolher entre o filho e a filha - qual será executado e qual será poupado.


Se ela se recusasse a escolher, os dois seriam mortos. Ela escolhe o menino, que é mais forte e tem mais chances de sobreviver, porém nunca mais tem notícias dele.


A questão é tão terrível que o título se converteu em sinônimo de decisão quase impossível de ser tomada.


Envio para vocês um artigo escrito em final de 2009 pelo economista Rodrigo Constantino. Autor de 5 livros. Escreve a coluna "Eu e Investimentos" do jornal Valor Econômico. É também colunista do jornal O Globo. Membro-fundador do Instituto Millenium. Vencedor do prêmio Libertas em 2009, no XII Forum da Liberdade. Seu curriculum vai muito além, é extenso e respeitável. Segue seu artigo:


" Serra ou Dilma? A Escolha de Sofia."


Tudo que é preciso para o triunfo do mal é que as pessoas de bem nada façam (Edmund Burke)


Agora é oficial: José Serra e Dilma Rousseff são as duas opções viáveis nas próximas eleições. Em quem votar? Esse é um artigo que eu não gostaria de ter que escrever, mas me sinto na obrigação de fazê-lo.


Os antigos atenienses tinham razão ao dizerem que assumir qualquer lado é melhor do que não assumir nenhum...


Mas existem momentos tão delicados e extremos, onde o que resta das liberdades individuais está pendurado por um fio, que talvez essa postura

idealista e de longo prazo não seja razoável. Será que não valeria a pena ter fechado o nariz e eliminado o Partido dos Trabalhadores Nacional - Socialista em 1933 na Alemanha, antes que Hitler pudesse chegar ao poder? Será que o fim de eliminar Hugo Chávez justificaria o meio deplorável de eleger um candidato horrível, mas menos louco e autoritário? São questões filosóficas complexas. Confesso ficar angustiado quando penso nisso.

Voltando à realidade brasileira, temos um verdadeiro monopólio da esquerda na política nacional. [Leia na internet sobre marxismo cultural e sobre Antônio Gramsci e Georg Lukács sugestão:

http://tinyurl.com/5lb3gm

] PT e PSDB cada vez mais se parecem. Mas existem

algumas diferenças importantes também. O PT tem mais ranço ideológico, mais sede pelo poder absoluto, mais disposição para adotar quaisquer meios os mais abjetos para tal meta. O PSDB parece ter mais limites éticos quanto a isso O PT associou-se aos mais nefastos ditadores, defende abertamente

grupos terroristas, carrega em seu âmago o DNA socialista. O PSDB não chega a tanto.

Além disso, há um fator relevante de curto prazo: o governo Lula aparelhou a máquina estatal toda, desde os três poderes, passando pelo Itamaraty, STF,

Polícia Federal, as ONGs, as estatais, as agências reguladoras, tudo! O projeto de poder do PT é aquele seguido por Chávez na Venezuela, Evo Morales

na Bolívia, Rafael Correa no Equador, enfim, todos os comparsas do Foro de São Paulo [Pesquise na internet sobre isso. No Youtube procure vídeos do Olavo de Carvalho sobre o foro de SP e sobre o Olavo falando do Índio da Costa]. Se o avanço rumo ao socialismo não foi maior no Brasil, isso se

deve aos freios institucionais, mais sólidos aqui, e não ao desejo do próprio governo. A simbiose entre Estado e governo na gestão Lula foi enorme.

O estrago será duradouro. Mas quanto antes for abortado, melhor será: haverá menos sofrimento no processo de ajuste.

Justamente por isso acredito que os liberais devem olhar para este aspecto fundamental, e ignorar um pouco as semelhanças entre Serra e Dilma. Uma

continuação da gestão petista através de Dilma é um tiro certo rumo ao pior.

Dilma é tão autoritária ou mais que Serra, com o agravante de ter sido uma terrorista na juventude comunista, lutando não contra a ditadura, mas sim por outra ainda pior, aquela existente em Cuba ainda hoje. Ela nunca se arrependeu de seu passado vergonhoso; pelo contrário, sente orgulho. Seu grupo Colina planejou diversos assaltos. Como anular o voto sabendo que esta senhora poderá ser nossa próxima presidente?! Como virar a cara sabendo que

isso pode significar passos mais acelerados em direção ao socialismo bolivariano? [Sem falar que Dilma falsificou seu currículo, inclusive na versão publicada pela casa civil. No site, diz que Dilma é mestra e doutora. Na universidade, nunca houve matrícula de mestrado e o doutorado foi abandonado. Falsidade ideológica - dizer ser quem não é. Confira:

http://tinyurl.com/22kcgqb

]

Entendo que para os defensores da liberdade individual, escolher entre Dilma e Serra é como uma escolha de Sofia. Anular o voto, desta vez, pode significar o triunfo definitivo do mal. Em vez de soco na cara ou no estômago, podemos acabar com um tiro na nuca.[Algo normal para quem tem o passado como o de Dilma - que sequestra, rouba e mata. Sem falar no presente. Quem coordena a campanha da Dilma é o José Dirceu - chefe do mensalão]

Dito isso, assumo que votarei em Serra, Meu voto é anti-PT acima de qualquer coisa. Meu voto é contra o Lula, contra o Chávez, que já declarou abertamente apoio a Dilma. Meu voto não é a favor de Serra. E, no dia seguinte da eleição, já serei um crítico tão duro ao governo Serra como sou hoje ao governo Lula. Mas , antes é preciso retirar a corja que está no poder .

Antes é preciso desarmar a quadrilha que tomou conta de Brasília.Só o desaparelhamento de petistas do Estado já seria um ganho para a liberdade, ainda que momentâneo.

Respeito meus colegas liberais que discordam de mim e pretendem anular o voto. Mas espero ter sido convicente de que o momento pede um pacto temporário com a barbárie, como única chance de salvar o que resta da civilização - o que não é muito, mas é o que hoje devemos e podemos fazer!

Rodrigo Constantino - Economista pela PUC-Rio, com MBA de Finanças pelo IBMEC. Trabalha no mercado financeiro desde 1997

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Presidenciáveis x Redes Socias

Depois da fantástica campanha do então presidente americano Barack Obama, acreditava-se que as redes sociais iriam revolucionar as eleições que viriam. Realmente os números comprovam que no Brasil, o uso da web nessa eleição de 2010 cresceu, mas não houve nada que fosse semelhante a campanha de Obama.

Pesquisando sobre o assunto na internet, encontrei uma reportagem bacana que mostra a opnião de grandes especialistas no assunto, que analisam os problemas e as falhas nos planos de
marketing:

Na ânsia de estar na internet, e por conta disso parecerem inovadoras, as campanhas eleitorais acabaram esquecendo de questões fundamentais: qual o papel da web, o que informar e como ajudar o eleitor a se decidir? Esses são os princípios defendidos por Crawford Kilian, em seu livro “Writing for the Web”.

Kilian foi o primeiro a analisar a importância do conteúdo na web. Para ele, erra quem s
e preocupa mais com o visual do que com o conteúdo, pois é o conteúdo que está por trás de tudo e o que as pessoas buscam na internet.

Sob esse ponto de vista, as campanhas majoritárias foram as que mais pecaram. De uma maneira geral, elas se preocuparam com o colorido do visual e recursos de multimídia utilizados para defender-se ou apontar o dedo na ferida do adversário. O eleitor que foi buscar informação para decidir sobre o seu voto, na melhor das hipóteses conseguiu ver um vídeo engraçado, ou um joguinho para se distrair.


“A internet [nas eleições no Brasil] foi usada muito mais como ferramenta de panfletagem de baixo custo e sem critério e para arrecadar dinheiro facilmente”, aponta o especialista em mídias digitais André de Abreu. Esses objetivos, segundo ele, trazem resultados frágeis e de curta duração. “Não se entendeu o fator ‘relacionamento’ desta mídia”, frisa Abreu.

Mas como já era de se esperar, os responsáveis pelas campanhas na web garantem absoluto sucesso. A campanha de José Serra (PSDB) chegou a contratar o americano de ascendência indiana Ravi Singh, da empresa ElectionMall, para turbinar a ação online. Mas o ‘guru’ gorou. Foi dispensado sem ter contrato renovado, após ser criticado por tucanos, especialistas da internet e de marketing.

A campanha tucana na rede emprega uma plataforma de compartilhamento, integrando site e redes sociais, com o objetivo de unir eleitores e o candidato. Entretanto, quem não tem muita habilidade com a internet fica confuso, sem saber para onde ir. As opções não são claras.


Soninha Francine, responsável pela campanha de Serra na web, frisa que muitas pessoas “torceram o nariz”, por exemplo, para os formulários de cadastro do site. “Diziam que ‘internauta detesta essas coisas’’, contou. “Mas um site de campanha é diferente, com um público muito especial.”


Já o site de Dilma Rousseff (PT), assim como o de Serra, possui página com vídeo, que abre antes de todos os outros conteúdos do site. Com alguma dificuldade, o eleitor encontra ali um pequeno botão de entrada para o restante do conteúdo. Mas logo de início se depara com um pedido para se cadastrar e receber notícias da candidata, sem que lhe seja apresentado exatamente que tipo de conteúdo ele terá.

Essas características dos sites dos principais candidatos a presidente da República fogem às regras de usabilidade, ou seja, experiência do usuário com a internet, de acordo com especialistas no assunto.

Segundo Jacob Nielsen, considerado o “papa da usabilidade” e autor dos dez mandamentos sobre o tema, que é referência para profissionais de internet, “o sistema deve mostrar os elementos de diálogo e permitir que o usuário faça suas escolhas com facilidade, sem ter de lembrar um comando específico”. Em outras palavras, o internauta deve ter à sua disposição todo o ferramental necessário para escolher o que melhor lhe seja conveniente e não ter de ficar procurando.


Diferentemente de Serra e Dilma, a candidata do PV, Marina Silva, soube aproveitar com mais eficiência os recursos da internet. As redes sociais tiveram um papel muito importante para o seu marketing. Isso se comprova na recente pesquisa de monitoramento de marcas feita pelo M&M Online, que a apontou como a candidata melhor avaliada entre os usuários das redes sociais, como Orkut, Facebook, Twitter, na blogosfera e nos sites de notícias. Marina ficou com 84,03%; Serra com 58,94%; e Dilma com 45,12%. No entanto, embora haja conteúdo que poderia ser esclarecedor ao eleitor, ao acessar sua página, a primeira informação vista por ele é um pedido de doação.

Entre erros e acertos, os presidenciáveis também investem no Twitter. A verde Marina Silva tem recorrido com frequência a ‘twitaços’, ato de campanha para incluí-la entre os assuntos mais comentados da rede de microblog. Na manhã de segunda-feira (27), Marina ultrapassou Dilma Rousseff em número de seguidores no Twitter.


A vantagem foi anunciada pela equipe de campanha do PV, em evento realizado na região central de Guarulhos, na Grande São Paulo. No início da noite, Marina reunia 238.151 seguidores, enquanto 234.107 acompanhavam a petista. O tucano José Serra, adepto do Twitter há mais tempo, está na dianteira dos presidenciáveis em número total de seguidores: 451.454.


Mas não há dúvida de que um dos eficientes no uso da ferramenta é Plínio de Arruda Sampaio, candidato a presidente pelo PSOL, que virou febre no Twitter e acumulou várias referências nos trending topics da rede.


Além de promover rodadas de bate-papo com internautas pelo Twitter, ele chegou a fazer um debate ‘paralelo’ após ter ficado de fora do evento promovido pelo jornal Folha de S.Paulo e pelo portal UOL. Acompanhando o debate em tempo real, Plínio disparou contra todos e cumpriu a promessa de “furar o muro do silêncio”.

O case de Barack Obama foi conhecido e estudado mundialmente. As faculdades utilizam como exemplo de case bem sucedido na web. Espero que os marketeiros políticos também use-o como exemplo, pois de forma limpa, sem denegrir a imagem do concorrente, Barack Obama conseguiu fazer uma bela campanha dentro e fora da web. Além é claro da grande conquista de ser eleito!

Onde ficou a sustentabilidade do SWU?

Bandas épicas e mais de 50 mil pessoas por dia no interior de São Paulo. É possível dizer que o SWU, o festival com cara de Woodstock que invadiu Itu, foi um sucesso. Tudo isso se não fosse o fato de a organização ter batido na tecla mais moderna dos nossos tempos: a sustentabilidade. E, se o som foi bom, as questões de sustentabilidade ficaram escondidas atrás das garrafinhas de plástico.

Desde que o nome do festival foi divulgado, o esforço era afirmar que não se tratava de um simples evento de música, mas sim de um gigantesco “movimento de conscientização em prol da sustentabilidade”. E ele ainda seria o pioneiro no Brasil, com possibilidades de se tornar um marco verde no país. Mas o que pudemos extrair e ver do festival é bem claro: o Brasil adicionou em seu dicionário o termo greenwashing, a tática publicitária para deixar as empresas mais verdes e boazinhas para nós. Só.

O pessoal da Revista Sustentabilidade levantou alguns pontos que mostram a contradição que um megaevento entupido de dinheiro e negócios tem com uma proposta sustentável real: o estacionamento custava 100 reais, com o argumento de que o ideal era deixar o carro em casa e ir de ônibus. Ao mesmo tempo, não havia estacionamento de bicicleta para quem morava na região, e a frota de ônibus foi muito aquém do necessário – no primeiro dia, pessoas enfrentaram mais de 4 horas de fila para voltarem a São Paulo. Nenhum tipo de transporte fazendo o trajeto entre a rodoviária de Itu e o evento estava disponível também.

Se um dos lemas do SWU era “a primeira coisa que você pode fazer para salvar o planeta é fazer alguma coisa”, dando a entender que pequenos gestos jáfazem a diferença, é contraditório constatar que latas de cerveja eram vendidas por 7 reais acompanhadas de um copo de plástico, ou que garrafas de plástico de água eram vendidas, sem nenhum tipo de distribuição gratuita. Todo o lixo do evento foi reciclado e quase 1 milhão de latinhas foram recolhidas, mas isso já é comum em trocentos festivais e eventos de todo porte. No fim das contas, as tais ações verdes seguiram o mesmo padrão dos últimos anos: muita publicidade para deixar empresas com cara de cool e bondosas ao mesmo tempo, mas poucas mudanças realmente efetivas no processo real, que é o que interessa. “Foi um Woodstock sem causa”, disse o jornal Gazeta do Povo.

Musicalmente falando, o SWU foi um evento sensacional. Festivais de grande porte como o Coachella, na Califórnia ou o Roskilde, na Dinamarca, sempre foram o sonho dos brasileiros que gostam de música de forma quase doentia. É ótimo imaginar que bandas como Pixies, Queens of the Stone Age e Rage Against the Machine puderam se encontrar num evento com várias outras bandas, para vários públicos diferentes, em terra brasileira. Temos mais é que comemorar o alto público presente – as chances de mais eventos desse porte aparecerem por aqui nos próximos anos é alta. Mas, por favor: da próxima vez, ou falem apenas de música, ou falem de sustentabilidade de forma séria. [Revista Sustentabilidade e Gazeta do Povo]


quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Alimentação pelo mundo

Japão




Família Ukita da Cidade de Kodaira

Gastos com comida por semana: 37.699 Yen ou US$317,25
Pratos prediletos: sashimi, frutas, bolos, batatas chips

Itália




Família Manzo da Sicília

Gastos com comida por semana: 214,36 Euros ou US$260,11
Pratos prediletos: peixe, massa, cachorro-quente, e espetos de peixe congelado


Chade


Família Aboubakar do Campo Breidjing
Gastos com comida por semana: 685 CFA Francos ou US$1,23
Pratos prediletos: sopa com carne fresca de ovelha

Butão


Família Namgay da Vila Shingkhey
Gastos com comida por semana: 224,93 ngultrum ou US$5,03
Pratos prediletos: cogumelo, queijo e carne suína

Equador


Família Ayme de Tingo
Gastos com comida por semana: US$31,55
Pratos prediletos: sopa de batata com repolho

Egito


Família Ahmed do Cairo
Gastos com comida por semana: 387,85 pesos egípcios ou US$68,53
Pratos prediletos: quiabo e carneiro

Polônia


Família Sobczynscy de Konstancin-Jeziorna
Gastos com comida por semana: 582,48 Zloyts ou US$151,27
Pratos prediletos: joelho de porco com cenoura, aipo e pastinagas

México


Família Casales de Cuernavaca
Gastos com comida por semana: 1.862,78 pesos mexicanos ou US$189,09
Pratos prediletos: pizza, caranguejo, massa e frango

Estados Unidos


Família Revis family da Carolina do Norte
Gastos com comida por semana: US$341,98
Pratos prediletos: espaguetti, batatas e frango

Alemanha


Família Melander de Bargteheide
Gastos com comida por semana: 375,38 Euros ou US$500,07
Pratos prediletos: batatas fritas com ceola, bacon, pizza, pudin de baunilha e noodles fritos com ovos e queijo

Kuwait


Família Al Haggan de Kuwait City
Gastos com comida por semana: 63,63 dinar ou US$221,45
Pratos prediletos: arroz com frango

China


Família Dong de Beijing
Gastos com comida por semana: 1.233,76 yuan ou US$155,06
Pratos prediletos: porco grelhado com saucinha e tempero

Estados Unidos


Família Caven da California
Gastos com comida por semana: US$159,18
Pratos prediletos: pedaço de bife, yogurt e sorvete

Mongolia


Família Batsuuri dde Ulaanbaatar
Gastos com comida por semana: 41.985,85 togrogs ou US$40,02
Pratos prediletos: pedaços de quiabo

Inglaterra


Família Bainton de Cllingbourne Ducis
Gastos com comida por semana: 155,54 libras esterlinas ou US$253,15
Pratos prediletos: sanduíche de maionese, bolo de chocolate com sorvete e abacate

Australia


Família Browns de River View
Gastos com comida por semana: 481,14 dolares australianos ou US$376,45
Pratos prediletos: torta e yogurt

Guatemala


Família Mendoza de Todos Santos
Gastos com comida por semana: 573 Quetzales ou US$75,70
Pratos prediletos: sopa de ovelha e ensopado

Luxemburgo


Família Kuttan-Kasses de Erpeldange
Gastos com comida por semana: 347,64 Euros ou US$465,84
Pratos prediletos: pizza de camarão, frango com molho de vinho e Kebabs turcos

India


Família Patkars de Ujjain
Gastos com comida por semana: 1.636,25 rupees ou US$39,27
Pratos prediletos: Sangeeta Ptkar's Pohas (Bolinhos de arroz)

Estados Unidos


Família Fernandez do Texas
Gastos com comida por semana: US$242,48
Pratos prediletos: Camarão, frango, costelas e pizza

Mali


Família Natomos de Kouakourou
Gastos com comida por semana: 17.670 francos ou US$26,39
Pratos prediletos: Prato de arroz da famílai Natomo

Canada


Família Melansons of Iqaluit de Nunavut Gastos com comida por semana: US$354
Pratos prediletos: urso polar, pizza com queijo extra, melancia

França


Família Le Moines de Montreuil
Gastos com comida por semana: 315,17 Euros ou US$419,95
Pratos prediletos: Delphine Le Moine's Apricot Tarts, massa e comida thailandesa

Groelândia


Família Madsens de Cap Hope
Gastos com comida por semana: 1.928,80 Dansih krone ou US$277,12
Pratos prediletos: urso polar, carne de foca e pele de narval

Turquia


Família Celiks de Istanbul
Gastos com comida por semana: 128,94 liras turquesas ou US$145,88
Pratos prediletos: Melahat's Puffed Pastries

Fonte: http://tinyurl.com/yt2c2t 

Reality show dentro do outdoor

  Vencedores do Big Brother e Survivor disputam programa ao vivo de dentro de um outdoor

O outdoor virou agora a nova ferramenta dos realitys shows. Em Israel, Eliraz Sadeh (vencedor do “The Big Brother”) e Natan Bashevkin (vencedor do Survivor) competem entre si dentro de um outdoor. Criado pela Yellow Pages, o programa que tem o nome de “The Billboard Master” está sendo captado através de seis câmeras e transmitido em 3 diferentes canais online. Mas quem quiser ver de perto o que acontece, basta ir ao em que acontece o programa.

Cada competidor tem o seu lado dentro do outdoor e tem que realizar tarefas utilizando as diferentes plataformas das quais a Yellow Pages está presente (site, Twitter, Facebook, apps e SMS). O público vota e os competidores vão ganhando ou perdendo espaço no outdoor. Quem se dá bem nas provas, ganha mais espaço, enquanto a área do outro competidor diminui. O jogo acaba quando um competidor não tiver mais lugar pra se movimentar.